Drama
Manual de Como Não Esquecer Meu Nome
Teatro Manual · dir. Teatro Manual
Espetáculo sobre Alzheimer transforma memória em cena bilíngue no Teatro Guaíra.
0
querem ver
0
já viram
0
avaliações
Próximas sessões
Não há próximas sessões cadastradas.
Sobre a peça
O espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome chega ao miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba, para uma temporada independente entre os dias 28 de maio e 7 de junho. Criada pela atriz Amanda Curedes, ao lado da diretora Laís Cristina, a montagem parte de uma experiência pessoal para construir uma narrativa sobre memória, cuidado e identidade. “A peça nasce da minha relação com a minha avó e da tentativa de entender o que permanece quando quase tudo se perde”, comenta Amanda. Inspirado na história real de Eunice, avó da atriz, o espetáculo acompanha o avanço do Alzheimer e a perda gradual das memórias, até o ponto em que quase tudo desaparece, menos o nome do marido. Em cena, Amanda conduz esse percurso a partir da perspectiva da neta, revisitando a trajetória da avó e reconstruindo fragmentos de uma vida atravessada pelo cuidado, pelo trabalho e pela família. Acessibilidade como eixo de criação Um dos eixos centrais do espetáculo é a construção bilíngue em Português e Libras. Pensado desde o início para incluir o público surdo, o trabalho vai além da tradução simultânea: toda a dramaturgia é sinalizada em cena, integrando as duas línguas como parte da estrutura narrativa. A presença da Libras atravessa ritmo, composição e atuação, criando uma experiência que amplia as possibilidades de comunicação e percepção no teatro. A consultoria em Libras é realizada por Gabriela Grigolom (Negabi), artista surda, em colaboração com o intérprete Nathan Sales, garantindo que a Libras esteja presente como língua de criação e não apenas como recurso de acessibilidade. O espetáculo também se relaciona com as investigações do CPTB - Coletivo de Pesquisa em Teatro Bilíngue, que acompanha o projeto como espaço de experimentação artística. “O processo de criação foi também um processo de aproximação com a Libras. A dramaturgia foi sendo construída junto com essa língua, entendendo como o corpo, o tempo e o espaço se organizam a partir dela”, comenta Amanda. Memória, cuidado e identificação Ao reconstruir a trajetória de Eunice, a peça lança um olhar sobre a vida de mulheres que dedicaram grande parte de suas histórias ao cuidado de outros, como mães, avós, esposas e trabalhadoras, e que, muitas vezes, tiveram suas próprias identidades diluídas por esses papéis. Sem tratar o Alzheimer apenas como tema clínico, o espetáculo se aproxima das experiências cotidianas de quem convive com a doença, abordando suas dimensões afetivas, familiares e sociais. “Apesar de partir de uma história pessoal, é um trabalho que encontra identificação em muitas pessoas, principalmente em quem já viveu de perto o Alzheimer na família”, afirma Laís. A temporada marca a continuidade de uma pesquisa artística que se desdobra agora em formato independente, reunindo artistas em torno de um processo colaborativo. Voltada para todos os públicos, a peça dialoga especialmente com mulheres, idosos, familiares de pessoas com Alzheimer e a comunidade surda.
Elenco e ficha técnica
Garanta seu lugar
Os ingressos são vendidos diretamente pelo teatro ou plataforma parceira.
R$ 20–40 · 80 min · 12 anos
Comprar ingressoO que o público diz
Quer compartilhar sua opinião sobre este espetáculo?
Entrar para avaliarCarregando avaliações…