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ARTE, SAÚDE MENTAL E RETICÊNCIAS - 10ª edição

Um papo descontraído sobre a relação entre a arte e a saúde mental sob o olhar da palhaçaria

16 de setembro de 2026 5 min
ARTE, SAÚDE MENTAL E RETICÊNCIAS - 10ª edição

A imagem de palhaços e palhaças em ambientes hospitalares já não é tão incomum para a maioria das pessoas. Se o riso é – ou não – o melhor remédio, o fato é que ele pode ser um importante suporte nos processos de dor e adoecimento. Mas e se a arte da palhaçaria também estivesse a serviço da saúde mental?

Pensando nessa possibilidade, o Projeto Reticências, de Curitiba, que atua na saúde mental há sete anos, criou um ciclo de debates para colocar no centro da cena o que muitas vezes fica nas reticências: a relação entre arte, saúde mental e vida.

Em setembro, o Projeto realiza a 10ª edição do evento ARTE, SAÚDE MENTAL E RETICÊNCIAS - um convite para aprofundar reflexões sobre esses temas e promover sua integração por meio da linguagem da palhaçaria. Na roda de conversa, profissionais da saúde, artistas e usuários da RAPS – Rede de Atenção Psicossocial, da qual o CAPS faz parte – dialogam sobre os limites e as possibilidades do encontro entre esses campos no enfrentamento do sofrimento psíquico.

A reflexão artística na saúde mental é de extrema importância, e o direito à arte faz-se urgente, por isso partimos do pressuposto do encontro e da escuta através da arte, para propor esse bate papo no anseio de proporcionar um entrecruzamento das áreas da saúde e cultura, por meio da linguagem da palhaçaria. Uma roda de conversa buscando aprofundar as discussões sobre os limites e as potencialidades deste encontro.

E como o evento é promovido por um movimento da palhaçaria, a presença dos narizes vermelhos está confirmada. Eles entram em cena, mas também se sentam à mesa para debater suas questões e mostrar que o riso também é coisa séria.

“Tem sido momentos de muito aprendizado. Colocamos diferentes olhares em debate, e o resultado é muito rico”, afirma Edran Mariano, produtor e diretor artístico do projeto.

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O papo acontece no dia 17 de setembro de 2026 (quinta-feira), às 19h30, no Espaço Fantástico das Artes, com entrada gratuita. O evento contará com intérprete de Libras e haverá emissão de certificado de participação.

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO, FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA DE CURITIBA - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

PARTICIPANTES DA RODA DE CONVERSA

- Victor Follador Psicólogo, especialista em Saúde Mental Infantojuvenil e pesquisador de mestrado em Artes (UNESPAR). Atua na clínica e pesquisa as relações entre arte e saúde mental, com foco nos espaços de cuidado em Curitiba, incluindo o acompanhamento do projeto Reticências em sua investigação.

- Gisele dos Anjos Wonsovicz Assistente Social, pós-graduada em Serviço Social e Políticas Públicas com ênfase em Saúde. Atua na Saúde Mental de Curitiba desde 2014 e integra atualmente a equipe do CAPS Bairro Novo.

- Paloma Almeida de Paula Segundo ela mesma, é uma pessoa muito extrovertida e alegre, gosta de sorrir muito e estar de bem com a vida. Pertencente ao território da RAPS do CIC, participa do grupo terapêutico "Teatrando", sob a condução da psicóloga Maria Cristina Ferreira.

A mediação desse papo será conduzida por Nilo Netto, educador, palhaço, improvisador, produtor cultural e diretor de formação do Projeto Reticências, e conta com as intervenções artísticas do elenco do Reticências, palhaças e palhaço que desenvolvem ações nos espaços dos CAPS na cidade de Curitiba e região metropolitana.

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SOBRE O PROJETO RETICÊNCIAS

O Projeto Reticências, com o propósito de “Encontrar pessoas e entrecruzar histórias”, iniciou suas atividades em 2019 com o intuito de realizar intervenções artísticas de palhaços e palhaças nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade de Curitiba e região metropolitana.

O projeto não se propõe apenas a levar arte circense por meio da palhaçaria aos espaços dos CAPS e seus entornos, mas sim a abrir possibilidades de criação comunitária a partir do encontro – reconhecendo a importância desses ambientes onde se desdobram experiências subjetivas e suas relações com a sociedade e com a arte.

“Da dialética entre algo que foi calado, interrompido – do latim reticere – eo uso corrente na escrita da língua portuguesa, que indica continuidade, emerge uma ideia, um projeto: RETICÊNCIAS – nascido do encontro entre pessoas, o teatro, a linguagem da palhaçaria e a sensibilidade por ouvir e fazer ecoar histórias de vida.”

O ARTE, SAÚDE MENTAL E RETICÊNCIAS se articula com a produção coletiva do Projeto Reticências, que movimenta a palhaçaria na direção da saúde mental, compreendendo o acesso à arte como um direito humano fundamental. Acessar, fruir, compreender e produzir arte são elementos emancipatórios que alicerçam uma vida cheia de sentido e contribuem para o empoderamento de populações colocadas à margem por uma sociedade que ainda encontra dificuldades em acolher a diversidade psíquica com solidariedade e empatia. Trazer o ponto de vista da palhaçaria para conduzir esse processo em interface com a saúde mental é um aspecto precioso para o desenvolvimento do projeto. Palhaços e palhaças representam o arquétipo do errante, da inadequação. O palhaço erra. Cai, mas se levanta – mesmo sabendo que pode cair de novo… levanta. Na poética clownesca, a figura do errante se entrelaça com a narrativa do usuário da saúde mental, cuja vida está em processo permanente de reescrita.

SERVIÇO

Bate Papo ARTE, SAÚDE MENTAL E RETICÊNCIAS - 10ª edição Dia: 17 de setembro (quinta-feira) Horário: 19h30 Local: Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 - centro) ENTRADA GRATUITA

Obs: Haverá Intérprete de Libras e a emissão de Certificado de Participação.

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