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Beto Bruel leva mais de cinco décadas de cena à Roda de Fogo

Quarta edição do ciclo “Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer” encerra a programação de 2026 no dia 2 de outubro, na Alfaiataria, em Curitiba

02 de outubro de 2026 3 min
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Algumas memórias não estão nos arquivos: estão nas pessoas que viveram a cena, acompanharam suas transformações e carregam histórias de diferentes tempos e gerações. É a partir desse lugar que a Roda de Fogo recebe Beto Bruel no dia 2 de outubro, às 19h, no quintal da Alfaiataria, em Curitiba, para o último encontro do ciclo em 2026.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo vem construindo, a cada encontro, diferentes caminhos para pensar a memória. Nesta edição, o ponto de partida é a trajetória de Beto Bruel, iluminador cênico que iniciou sua carreira em 1971 e soma mais de 50 anos de atuação e mais de 700 espetáculos no currículo.

Uma memória que está nos bastidores

Ao longo de cinco décadas, Bruel acompanhou mudanças de linguagens, espaços, tecnologias e modos de fazer teatro. Sua trajetória atravessa teatro, dança, música, ópera, balé e grandes produções culturais, além de trabalhos com artistas como Fernanda Montenegro e Roberto Carlos e de uma relação histórica com o Festival de Curitiba.

Na Roda de Fogo, essa experiência será colocada em conversa a partir das histórias que permanecem nos bastidores: processos de criação, encontros com artistas, transformações da profissão e conhecimentos transmitidos entre gerações. “Ao longo dos anos, você vai fazendo teatro, aprendendo, acumulando lembranças e repartindo conhecimento. É quase impossível alguém no teatro ter uma carreira sozinho, porque o teatro é uma arte coletiva. Acho muito interessante essa família que nós temos: é uma troca, você aprende e ensina”, afirma Beto Bruel.

A presença de Bruel amplia o percurso do ciclo ao olhar para a memória da própria cena e para aquilo que nem sempre fica registrado, mas permanece na experiência de quem participou dela. A conversa acontece no quintal da Alfaiataria, com entrada gratuita e intérprete de Libras.

O encerramento de um percurso

O encontro com Beto Bruel fecha a programação de 2026 da Roda de Fogo - Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer. Ao longo do ano, o ciclo passou por diferentes perspectivas: as relações entre memória e literatura, criação artística e psicanálise; e, na terceira edição, memória LGBTI+, direitos humanos, artivismo e resistência coletiva. Agora, a trajetória de Bruel conduz a roda para a memória da cena e para a transmissão de saberes entre diferentes gerações.

A Roda de Fogo integra o Programa Contínuo Alfaiataria - Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado pela diretora artística Janaina Matter em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult, e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

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SERVIÇO: 4ª Roda de Fogo - Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer

Convidado: Beto Bruel
Data: 2 de outubro de 2026 Horário: 19h Local: Quintal da Alfaiataria - Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 274 - Centro) Entrada: Gratuita, sujeita à capacidade do espaço. Acessibilidade: Intérprete de Libras. Informações: @alfaiataria_

Informações adicionais Beto Bruel é iluminador cênico, diretor e produtor paranaense, com mais de cinco décadas de trajetória dedicada às artes da cena. Nascido na Lapa e criado em Guarapuava, chegou a Curitiba aos 14 anos e iniciou sua carreira em 1971, no grupo de teatro do Colégio Estadual do Paraná. Profissional desde 1974, já assinou a iluminação de mais de 700 espetáculos, entre peças de teatro, dança, música, ópera, balé e grandes produções culturais.

Ao longo da carreira, trabalhou com importantes nomes da cena brasileira, como Fernanda Montenegro, Roberto Carlos e Marco Nanini, além de manter uma relação histórica com o Festival de Curitiba. Reconhecido por sua contribuição à iluminação cênica brasileira, acumula indicações e prêmios nacionais e internacionais. Sua trajetória também acompanha diferentes momentos da cena teatral paranaense e as transformações dos modos de criar, produzir e pensar a luz no palco.

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