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Espetáculo “Se A Memória Não Me Falha” reestreia no Teatro Novelas Curitibanas
Após temporada de sucesso e participações em importantes em festivais, a peça retorna a Curitiba com entrada franca e tradução em LibrasAbsurdo, perda de memória, conflitos e humor em dose certa. Essa é a proposta do espetáculo “Se A Memória Não Me Falha”, que estreia no próximo
Atualizado em 27 de agosto de 2026
Após temporada de sucesso e participações em importantes em festivais, a peça retorna a Curitiba com entrada franca e tradução em Libras
Absurdo, perda de memória, conflitos e humor em dose certa. Essa é a proposta do espetáculo “Se A Memória Não Me Falha”, que estreia no próximo dia 27 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas. A montagem fica em cartaz, em curtíssima temporada, com entrada franca e sessões em libras (nos dias 28 agosto e 04 de setembro), no bairro São Francisco, em Curitiba.
Com texto e atuação de Fábyo Rolywer e Jheny Goll, sob direção de Leo Campos, a obra acompanha a jornada de dois personagens que, em uma noite chuvosa, perdem misteriosamente a memória. Presos em casa, passam a traçar estratégias para recuperar suas lembranças e descobrir quem são.

A montagem estreou em 2024 no Mini Auditório Glauco Flores de Sá Britto, sempre com sessões esgotadas, e participou de festivais do Paraná, obtendo 10 indicações e conquistando seis prêmios, entre eles Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Dramaturgia e Melhor Espetáculo.
Resgatando um dos maiores gêneros do século XX — o Teatro do Absurdo — a peça se inspira em autores como Eugène Ionesco, Samuel Beckett e Fernando Arrabal. Com humor e estranhamento, aborda temas como memória, isolamento e identidade, propondo ao público uma experiência que mistura diversão e reflexão.
Para o ator e autor Fábyo Rolywer, o texto parte de uma provocação contemporânea:
“Na escrita do texto quisemos resgatar o Teatro do Absurdo e trazê-lo para um contexto atual. A dramaturgia parte de uma situação limite, onde dois personagens perdem a memória, e a partir daí constrói um labirinto de diálogos e ações que revelam fragilidades humanas, ironias e contradições. O Absurdo, ao meu entender, é um espelho distorcido da nossa realidade, que nos faz rir enquanto nos reconhecemos nos excessos e na falta de sentido das coisas. Nesse jogo entre riso e reflexão, a peça se sustenta e dialoga com o público. É um gênero que permanece atual justamente porque nossas inquietações continuam as mesmas, apenas mudam de cenário”, explica Fábyo.
A atriz e autora Jheny Goll destaca o trabalho em cena e a relação com o público:
“O Teatro do Absurdo é um gênero que aborda nossas fragilidades e a eterna busca por sentido em um mundo que, mesmo após décadas, ainda enfrenta crises de solidão e angústia. Ele utiliza o riso filosófico para provocar uma profunda reflexão. Atuar nesse gênero é um desafio que exige equilíbrio entre precisão técnica e liberdade criativa, permitindo que os personagens, em situações extremas, mantenham naturalidade e aproximem a plateia. É uma experiência que envolve o público em um jogo de diversão e reflexão sobre sua própria memória e identidade”, afirma Jheny.

Já o diretor Leo Campos sublinha a escolha da encenação:
“Eu sou um apaixonado pelo teatro clássico, então, quando recebi a proposta de dirigir um espetáculo inspirado no Teatro do Absurdo, e com uma dramaturgia original, aceitei imediatamente. A falta de memória é algo tão comum nos dias de hoje, principalmente depois da pandemia, quando ficamos isolados e muitas pessoas tiveram como sequela da COVID a falha da memória. Acho que é uma forma de tratar esse assunto com humor, utilizando a ferramenta da verossimilhança que a comédia nos possibilita”, conclui o diretor.
Serviço
Espetáculo: Se A Memória Não Me Falha
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 - São Francisco, Curitiba (PR)
Datas: 27 de agosto à 06 de setembro de 2026
**Dias e horários:**quintas, sextas e sábados às 20h; domingos às 19h
**Intérprete de Libras nas sessões de sexta-feira,**dias 28/08 e 04/09
Ingressos gratuitos distribuídos a partir de 1h antes da sessão.
Ficha Técnica
Realização: Cia. de Teatro Autoral | Produção: Inspira Produções | Direção: Leo Campos | Direção de produção: Iara Elliz | Texto e atuação: Fábyo Rolywer e Jheny Goll | Sonoplastia: Célio Savi | Cenário: Guilherme Stuermer | Iluminação: Lucas Amado | Operação de Luz: Nathan Gabriel | Operação de som: Gabi Farias e Elisan Correia | Assistente de produção: Maria Elis | Figurino: Saulo Almeida | Artes: Luciano Maccio | Edições gráficas: Rodriano Souza | Assessoria de imprensa: Leandro Bertholini | Social Media: Gabi Coutinho | Intérpretes de Libras: Nathan Sales e Elaine Moreira
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