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Terceira edição da Roda de Fogo propõe reflexão sobre memória, direitos humanos e resistência coletiva
Encontro do ciclo "Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer" recebe Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi no dia 29 de julho para uma conversa sobre memória LGBTI+, artivismo e construção de narrativas coletivas.A cada encontro, a Roda de Fogo amplia as possibilidades de pens
Atualizado em 27 de agosto de 2026
Encontro do ciclo "Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer" recebe Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi no dia 29 de julho para uma conversa sobre memória LGBTI+, artivismo e construção de narrativas coletivas.

As anfitriãs Janaina Matter e Michele Menezes, junto ao curador Francisco Mallmann, durante a Roda de Fogo, encontro que integra a programação do Programa AMP e transforma o quintal da Alfaiataria em um espaço de escuta, diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas de pensar a memória. Foto: Vitor Dias.
A cada encontro, a Roda de Fogo amplia as possibilidades de pensar a memória a partir de diferentes experiências. Depois de percorrer as relações entre literatura, criação artística e psicanálise, a terceira edição do ciclo Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer convida o público a refletir sobre a memória como prática política, território de disputa e ferramenta de resistência.
No dia 29 de julho, a Alfaiataria - Espaço de Artes recebe o professor, pesquisador e artivista Leandro Franklin e a jornalista, pesquisadora e agitadora cultural Raissa Micheluzzi para uma conversa aberta sobre memória, direitos humanos, cultura e os processos de preservação das histórias da população LGBTI+. A participação é gratuita e acontece, como nas edições anteriores, ao redor da fogueira no quintal da Alfaiataria, espaço pensado para estimular a escuta, a troca de experiências e a convivência.
Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para investigar a memória não como um arquivo estático, mas como uma construção permanente, atravessada pelos corpos, pelos afetos, pelos conflitos e pelas formas de produzir presença no mundo. O encontro integra o Programa Contínuo Alfaiataria - Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), iniciativa dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.
Memória como prática de resistência
Nesta terceira edição, a conversa aproxima universidade, arte, ativismo e produção cultural para discutir a memória como um direito coletivo e uma ferramenta de transformação social. Em diálogo com suas trajetórias, Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi, integrantes do coletivo Memória LGBTI+ Curitiba, compartilham experiências ligadas à preservação da memória LGBTI+, às políticas culturais, aos processos de documentação e às formas de tornar visíveis histórias frequentemente ausentes dos registros oficiais.
A atuação de ambos evidencia que lembrar não significa apenas preservar o passado, mas produzir novas possibilidades de existência no presente. Ao reunir pesquisa acadêmica, práticas artísticas e iniciativas de memória comunitária, os convidados discutem como arquivos, relatos, performances, documentários e ações culturais contribuem para fortalecer identidades, construir pertencimentos e ampliar o acesso à história de grupos historicamente marginalizados.
Ao aproximar diferentes campos do conhecimento, a Roda de Fogo reafirma sua proposta de transformar a memória em experiência compartilhada, fazendo da conversa um espaço em que narrativas individuais e coletivas se encontram ao redor do fogo.
A roda segue acesa
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria - Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado pela diretora artística Janaina Matter em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o programa promove, ao longo de 2026, uma programação contínua voltada à formação, à pesquisa, à criação e ao intercâmbio nas artes da cena contemporânea.
Depois dos encontros dedicados às relações entre memória e criação literária e às aproximações entre memória e psicanálise, a terceira edição amplia esse percurso ao abordar os vínculos entre memória, direitos humanos, artivismo e participação social, reafirmando a proposta curatorial de construir um espaço contínuo de reflexão e escuta coletiva.
Além da Roda de Fogo, o programa realiza iniciativas voltadas à formação artística e à experimentação cênica, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Lés Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.
Ao articular formação, pesquisa, criação e intercâmbio artístico, o Programa Contínuo Alfaiataria reafirma o compromisso da Funarte com o fortalecimento de processos continuados nas artes e consolida a Alfaiataria como um espaço de encontro entre diferentes saberes, experiências e modos de imaginar outros mundos possíveis.

SERVIÇO
***3ª Roda de Fogo -***Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer
Convidados: Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi
Data: 29 de julho de 2026
Horário: 19h (Duração: 1h a 1h30)
Local: Quintal da Alfaiataria - Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 - Centro)
Entrada: Gratuita, sujeita à capacidade do espaço.
Informações: @alfaiataria_
Informações adicionais

Sobre Leandro Franklin: Artivista e professor dos cursos de Direito e Produção Cultural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de docente do Programa de Pós-Graduação em Direito da instituição. Coordena o projeto de extensão Máquina de Ativismos em Direitos Humanos, dirige o Grupo de Teatro do Direito UFPR - Insólitos e integra o coletivo Memória LGBTI+ de Curitiba. Sua trajetória articula pesquisa, produção artística e direitos culturais, desenvolvendo projetos voltados à cidade, à diversidade, à memória e ao fortalecimento dos direitos humanos. Entre suas publicações recentes estão Tecidos de Luta: Águas para a Vida e Em Busca de Curitiba Perdida: Lugares de Memória LGBTI+, além da organização da obra Mais Cultura na UFPR: práticas e reflexões do Mutirão no Litoral Paranaense.

Sobre Raissa Micheluzzi: Jornalista com especialização em Cinema e Audiovisual, agitadora cultural e integrante do coletivo Memória LGBTI+. Atua na comunicação do SATED-PR e desenvolve projetos voltados à preservação da memória audiovisual e oral da população LGBTI+. Em 2026 lançou o documentário Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape, apresentado no Olhar de Cinema, sobre a trajetória da videomaker brasileira Rita Moreira. Também participa do projeto Vivas e Visíveis: Arte, Memória e Política LBT, realizado em parceria com o Grupo Dignidade, dedicado ao registro e à difusão da memória de pessoas LBT em Curitiba.
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