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Uma delicada aventura sobre imaginação, coragem e descobertas chega à Caixa Cultural Curitiba
A Caixa Cultural Curitiba recebe, entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, o espetáculo da Dobra, que completa 15 anos de trajetória em 2026, “A Menina e a Árvore”, uma das montagens mais premiadas do grupo. Voltada para todas as idades, a peça convida o público a mergulhar e
Atualizado em 27 de agosto de 2026
A Caixa Cultural Curitibarecebe, entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, o espetáculo da Dobra, que completa 15 anos de trajetória em 2026, “A Menina e a Árvore”, uma das montagens mais premiadas do grupo. Voltada para todas as idades, a peça convida o público a mergulhar em uma narrativa sensível sobre coragem, imaginação, pertencimento e escuta da natureza, utilizando uma linguagem cênica minimalista e potente.
As apresentações acontecem no Teatro da Caixa Cultural naRua Conselheiro Laurindo, 280**– Centro, na sexta-feira (27/02), às 18h, e no sábado e domingo (28/02 e 01/03), às 15h e 18h. No domingo, a sessão das 15h contará com audiodescrição e intérprete de Libras seguida de bate-papo com a equipe artística,**reforçando o compromisso do projeto com a acessibilidade e a formação de público.
Os ingressos custam R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 10,00 (inteira), com classificação livre, e estarão disponíveis a partir de 21 de fevereiro, na bilheteria física da Caixa Cultural (terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h) e no site Bilheteria Digital.

Foto: Renato Mangolin
Uma grande história em um pequeno espaço
Fiel à linguagem que consagrou o grupo desde “Hominus Brasilis” (2014), “A Menina e a Árvore” é encenado integralmente sobre uma plataforma de madeira de apenas 2 metros por 1 metro, desafiando os limites do espaço cênico e potencializando o corpo, o gesto e a imaginação como motores da narrativa.
Na trama, uma menina que vive em uma fazenda com o pai, o irmão e a avó decide ultrapassar os limites conhecidos do seu território. Guiada pela intuição, pelas memórias familiares e pelos sinais da natureza, ela se depara com uma planta caída e aparentemente sem vida, encontro que dá início a uma jornada repleta de descobertas, riscos e encantamento.
Ao longo do caminho, a personagem atravessa montanhas, rios, florestas misteriosas e encontra jacarés, pássaros e forças da natureza, em uma travessia que reflete questões universais: o medo do desconhecido, o desejo de ir além e a responsabilidade de cuidar do que é frágil.

Foto: Renato Mangolin
Sem o uso de cenários ou objetos, os atores se valem do teatro físico, da pantomima, da palhaçaria e da sonoplastia vocal ao vivo, criando imagens e atmosferas que se constroem diretamente na imaginação do público.
A linguagem da plataforma explora as possibilidades de como se contar grandes histórias no menor espaço possível, utilizando apenas corpo e voz dos atores, o que provoca alto poder de comunicação com o público, que se identifica nesse jogo do ‘faz de conta’.
“A linguagem da plataforma é extremamente potente para o universo infantil, porque propõe um jogo que as crianças dominam: aquele em que todos podem ser tudo, desde que estejam a favor da história. Os atores são personagens, mas também animais, objetos, elementos da natureza e até efeitos especiais. O público se sente parte da aventura”, destaca o diretor e ator Matheus Lima.

Foto: Renato Mangolin
Estética e sensibilidade
O figurino, assinado por Camila Nhary ( Tom na Fazenda), dialoga com o universo rural e a vida no interior, inspirado na paleta do pôr do sol, com tons de laranja, vinho e roxo. Já o visagismo, de Mona Magalhães, reforça o caráter lúdico e familiar dos personagens, evidenciando laços afetivos e criando uma atmosfera de fábula contemporânea.
Mais do que uma história de aventura, o espetáculo propõe reflexões sobre crescimento, limites, escolhas e transformações.
“O que existe para além do que já é conhecido? O que nos espera depois do rio? Essas perguntas atravessam a peça e também a vida”, completa Matheus.
O espetáculo “A Menina e a Árvore” chega à Caixa Cultural Curitiba com patrocínio da CAIXA, reafirmando o compromisso com o acesso à cultura, à formação de público e à valorização do teatro para todas as idades.
Oficina gratuita: corpo, gesto e espaço cênico
Além das apresentações, a programação inclui a **oficina gratuita “DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico”,**voltada para artistas, estudantes de artes cênicas e interessados na pesquisa corporal do grupo.
Ministrada por Helena Marques e Matheus Lima, a oficina acontece no sábado, 28 de fevereiro, das 10h às 13h, na própria Caixa Cultural Curitiba. A atividade tem como foco a linguagem gestual e o estudo do espaço cênico, base da pesquisa desenvolvida pela Dobra ao longo de 15 anos de atuação.
A proposta oferece ferramentas de autoconhecimento e autonomia criativa, estimulando a construção de caminhos artísticos singulares a partir do corpo e da presença.
- Vagas: 30 participantes
- Inscrições gratuitas: até 20/02 através do formulário: https://forms.gle/res6pJKWgiTbnA7w9
SOBRE A DOBRA
A Dobra, ao longo de seus 15 anos de trajetória, se consolida como uma companhia que une pesquisa, qualidade artística e alto poder de comunicação com seu público. Atua com espetáculos teatrais e oficinas, já circulou por inúmeras cidades do Brasil e já representou o Brasil em diversos Festivais Internacionais, como o Chicago Physical Festival 2016 (EUA), o Beijing Comedy Week 2107 (China), o FETI – Festíval Efímero de Teatro Independiente 2017 (Argentina) e o FITA - Festival de Teatro do Alentejo 2019 (Portugal).
Soma, ao longo dos anos, 10 Indicações aos principais Prêmios de Teatro para Adultos e para Crianças (como os Prêmios Shell, Cesgranrio, Cbtij e Zilka Sallaberry).
HISTÓRICO DA DOBRA
A Dobra nasce em 2011 quando Helena Marques e Matheus Lima – ambos bacharéis em Artes Cênicas pela Unirio - retornam de Londres, onde haviam ido cursar o Professional Development Program, curso de especialização oferecido pela London International School of Performing Arts (LISPA/ARTHAUS - Londres/Berlim), a partir da Bolsa Funarte de Residências em Artes Cênicas 2010.
Em 2013, o ator e diretor carioca Julio Adrião se junta aos artistas com o objetivo de contribuir para o aprofundamento de linguagem, do trabalho do ator e da cena.
Em 2014, estreia “Hominus Brasilis”, primeiro trabalho da Dobra (na época ainda com o nome de Cia de Teatro Manual). A peça marca o início da trajetória do grupo no cenário teatral, com grande sucesso de público e crítica. A peça recebe indicações ao Prêmio Shell de Melhor Direção e ao Prêmio Cesgranrio na Categoria Especial, pela pesquisa do espaço cênico através da Plataforma.
No ano de 2015, o grupo é convidado a participar da criação e atuação dentro do Programa “Cronistas do Rio”, da TV Municipal do Rio de Janeiro MULTIRIO. A cada episódio, um cronista carioca era homenageado, e a Dobra contava, teatralmente, uma crônica famosa do escritor em questão. Foram feitos dez episódios da série, que foi ao ar pela Tv MultiRio e pela Band Rio.
Em janeiro de 2018, estreia o espetáculo infanto-juvenil “A Menina e a Árvore”, indicado a 7 categorias no Prêmio CBTIJ e Vencedor nas categorias Iluminação e Preparação Corporal.
Em 2019 estreia “Vermelha”, que realiza temporadas no Rio de Janeiro e Niterói e participa de festivais e mostras.
Em maio de 2020 a Dobra cria a experiência teatral online “A Mulher que Sonhava”, no meio da pandemia do coronavírus, tendo sido um dos primeiros grupos do Brasil a criar uma experiência artística/teatral online ao vivo. Esse trabalho foi a principal atração do Physical Theater Festival Chicago 2020 – at home (EUA), além de ter circulado em temporadas e festivais online.
Em 2021 cria a experiência teatral online “Feio – in loco”, que circula virtualmente.
Em 2023, estreia "Feio", sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, tendo recebido o Prêmio Shell na categoria Iluminação.
Em 2026, ano em que completa 15 anos de atividades, a Dobra retorna com três de seus espetáculos do repertório em circulações e temporadas: Hominus Brasilis, A Menina e a Árvore e Feio.
Ficha Técnica
Realização: Dobra Teatro
Idealização, Direção e Dramaturgia: Matheus Lima
Direção Musical: Helena Marques
Elenco: Ana Achcar, Helena Marques, Matheus Lima e Reinaldo Dutra
Figurino: Camila Nhary
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Visagismo: Mona Magalhães
Identidade Visual: Thais Gallart
Colaboração Artística: Ana Carolina Sauwen, Julio Adrião, Pablo Aguilar e Silvana Lima
Mídias Sociais: Daniel Barboza
Assistente de Figurino: Julia Faria
Cenotécnico: Rivaldo dos Santos Farias
Costureira: Maria Améllia
Operação de Luz: Diego Diener
Assessoria de Imprensa local: A Cena Comunica
Fotografia: Renato Mangolin
Direção de Produção: Bárbara Galvão (Pagu Produções Culturais)
Coordenação de Produção: Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal (Pagu Produções Culturais)
Produção Executiva: Ana Flávia Massadas e Fernando Queiroz
Parceria: Bando de Palhaços
Produção Local: Maduh Cavalli
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Serviço:
Oficina DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280. Centro
Data: 28 de fevereiro (sábado)
Horário: das 10h às 13h
Inscrições: gratuitas e devem ser feitas Inscrições até 20/02 através do formulário: https://forms.gle/res6pJKWgiTbnA7w9
Vagas: 30 vagas
Público-alvo: grupos de teatro e artistas interessados
ESPETÁCULO
A MENINA E A ÁRVORE
Caixa Cultural Curitiba
Rua Conselheiro Laurindo, 280. Centro
27/02 (sexta) - 18h
28/02 e 01/03 (sábado e domingo) - 15h / 18h
No domingo, 15h - Audiodescrição / bate-papo com a equipe após espetáculo
Valor: R$ 5,00/10,00
Classificação: Livre
Ingressos a partir de 21/02, na bilheteria física da Caixa (terça a sábado, de 10h às 20h e domingos, de 10h às 19h e no site Bilheteria Digital:
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